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Warning… ou aviso, como queiram

março 2, 2011
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Em virtude do spaces não hospedar mais blogues, fui convidado a transferir o que eu tinha para o WordPress, sob pena de perder toda minha verborragia virtual se não o fizesse.
Ficou estranho então dois blogues com o mesmo conteúdo no mesmo domínio. Posto isto, quero avisar aos meus seis (06) leitores que estou fechando este blog aqui e ficando apenas com a manutenção de um, que tem todos os meus delírios e sandices desde o início.
Convido-vos para continuar acompanhando os meus desatinos clicando aqui. Deixarei este blog no ar por mais alguns dias, mas não mais postarei neste espaço.
Grato pela compreensão,
Luciano.

Dos reclames

março 1, 2011

12/02 – 18:12 h, confesso que ando preguiçoso para escrever. Rotina talvez, completa falta de inspiração, mas não dá pra deixar de chutar o que está quicando. Afinal, para algumas coisas, não há necessidade de inspiração, basta apenas, fazer o que se espera. Chutemos, pois!
Comentar, por exemplo, não requer nada além de observar. E tenho feito isso sobejamente. O país, ou pelo menos um bom percentual dele, está em sintonia com o governo estabelecido (acho que tem relação com a bolsa “olha-eu-aqui, olha-eu-aquiiii”).
Honestamente, espero daqui algum tempo (se viver para tanto), registrar que a minha desconformidade em relação à presidente em exercício, tenha sido apenas ranço partidário. Que ela tenha competência para exercer o cargo para ao qual foi alçada.
Vale mencionar que o endurecimento da presidente(a) em torno do aumento do salário mínimo (sim, ela endureceu, veja aqui), não ganhou eco no aumento dos parlamentares. Bem já vimos essa novela antes, para eles, o céu; para nosotros…
Mal começou o ano, e aqueles (eles gostam de assim ser reconhecidos) nobres deputados eleitos – por quê os outros já conhecíamos – estão ratificando aquilo que algumas poucas pessoas já imaginavam (cá pra nós, não precisava vidência para saber como se comportariam) que fariam. Já flagraram excelentíssimo Deputado Romário (vulgo Romário), dormindo na câmara dos deputados, e também jogando futevôlei quando deveria estar fazendo aquilo pelo qual foi eleito, quer dar uma espiadela?
Agora, sinceramente, porque ainda se surpreendem com isso? Cacete! Votaram nele, no Tiririca, no Popó, e em outros tantos inaptos baseados em que? Por quê raios este povo não se dá ao trabalho de procurar eleger alguém que honre o cargo postulado e, que efetivamente, trabalhe visando o bem estar do povo que o elegeu e não ao seu próprio bolso?
Nada muda efetivamente neste país. Às pressas e com a maior cara de pau, os nobres representantes do povo votaram num aumento escorchante. E, para tanto, sobravam justificativas que beiravam ao escárnio, sem se preocuparem em ofender-nos com tamanho acinte. Para qualquer outra matéria de interesse, geralmente falta quórum. Há dias que discutem o valor pífio do salário mínimo. E, a presidente eleita, defende com veemência a esmola de R$ 5,00, que hoje, na cidade onde resido, não paga duas passagens de ônibus.
Cada deputado custa ao erário cerca de R$ 200.000,00 mensais, com o último aumento. Vi, em um noticiário, que a REFORMA dos imóveis disponíveis para estes ilustres caras de pau, custaria aproximadamente R$ 400.000,00. Não encontrei material que pudesse ratificar isto, mas no link a seguir, há um valor bem próximo do que vi e o registro é de antes disto, ou seja, não está muito longe do que já havia tomado conhecimento: clique aqui.
Cabe lembrar que os imóveis têm cerca de 250 m², para alojar com dignidade a família do nobre representante público e seus convivas, com direito a jacuzzi.
O interessante é que se confina uma família de dez pessoas em 48m², por aproximadamente R$ 65.000,00 (valor de referência de um grupo de empresas associadas), ou menos, como se verá a seguir.
O Zé povinho se atira no Minha Casa Minha Vida, comprometendo parte do seu salário para se espremer em 37 m²; aqui as características do empreendimento:
as unidades habitacionais apresentam tipologia de casas térreas ou apartamentos.
Tipologia mínima apresentada para casa térrea:
• 02 quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço;
• área útil mínima de 32 m².
Tipologia mínima apresentada para apartamento:
• 02 quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço;
• área útil mínima de 37 m².
Agora, também observei, que a violência neste país é característica da força de trabalho exercida pela profissão de vagabundo. Parece que o crime agora necessita de mão de obra especializada, afinal, ela também move boa parte do nosso PIB.
A lógica é a seguinte; se perdemos mais, produzimos mais, uma vez que temos que manter a máquina funcionando.
Somos reféns de um governo que legisla em causa própria de um lado e, de vagabundos que, a seu favor, tem penas insignificantes (se e quando pegos pela justiça) e que entram e saem de presídios apenas para se profissionalizar, já que é árduo o seu trabalho de aliviar o alheio.
O sistema de saúde “upa” pública (desculpe, onde se lê upa, leia-se ups) é ainda caótico, e não creio que passará das promessas da distinta presidente ou presidenta como queiram.
Pasmem!
Na terra brasilis onde a presidenta(e) faz lobby e rosna para que se mantenham a esmola de R$ 5,00 (e para isto o governo favorece liberando emendas no valor de R$ 653,7 milhões de gastos autorizados ou ampliados; o famoso toma-lá-dá-cá, e isso tudo nos primeiros onze dias de fevereiro, totalizando um percentual de aumento de 441%, em relação a janeiro: fonte: aqui), nos faz pensar o seguite: PQP! Com todo respeito.
Tem muito mais para se chutar, mas para não me estender muito, vou apenas repassar esta anedota: num país latino qualquer, para a Comissão de Constituição e Justiça, foi colocado para presidi-la nada mais, nada menos, que um protagonista de um dos maiores escândalos da história daquele país, parafraseando o seu presidente anterior: “nunca antes na história deste país ….” ah, não lembro, sei que o nome do escândalo era chamado de mensalão. Sem graça não? Também achei. Desculpem!
Concomitantemente, os egípcios derrubaram um regime que lhes oprimiu por três décadas, não creio que o nosso povo se dê este trabalho, afinal sobram bolsas esmolas para todos, você já pegou a sua?

Das faltas…

julho 8, 2010

01/07 – 11:51 h, nunca liguei para aniversários, os meus é bom salientar. Mas nos dias de hoje se não formos politicamente corretos, no mínimo um ligeiro mal estar nos acomete. Sites de relacionamentos avisam-nos que os amigos e os agregados estão envelhecendo. Isto é uma temeridade, porque se você não os felicita, não há desculpas para dizer que os esqueceu.

A vantagem, no meu caso, é não ser popular, isto diminui consideravelmente os meus pecados, ainda mais que só entro no perfil quando recebo algum aviso por e-mail, de que alguém passou pelo meu e deixou alguma manifestação qualquer. Quando isto acontece, vou até o site retribuir a “lembrança”, e o faço diretamente no campo das respostas, sem ter que fazer uma visita ao perfil do amigo. Sorry for the honesty!

Se por um lado é bom ter um perfil num site de relacionamentos, há também os seus inconvenientes. Já explico: como eu só entro no site quando recebo avisos e como os avisos vem muito esporadicamente, não raro acontece de saber que um amigo fez aniversário e sequer “lembrei-me” dele. Péssimo isto! Fica parecendo que não dei a devida importância ao fato, afinal a data do próximo aniversariante já consta, no perfil, dias antes que o evento aconteça.

Algumas pessoas ficam aborrecidas quando não lhes lembramos, para aqueles que adoram estas gentilezas, um alento; nos últimos anos, os mecanismos embutidos nos sites em que você presta informações pessoais (cadastros), e que enviam ofertas quase diariamente por e-mail, ao menos “lembram” seu/nosso aniversário. Então para os que dão importância a isto, quanto mais cadastros, tanto melhor. Já recebi alguma coisa hoje, mais do que os votos dos raros amigos, ou seja, sou popular para lojas de departamentos, com a vantagem ainda de me dispensarem da réplica.

Agora está explicado o porquê da minha displicência. Cabe aqui um pedido de desculpas aquelas pessoas que eventualmente não felicito. Desculpem-me.

Bem, logo nas primeiras horas desta madrugada, recebi e-mail de uma amiga muito distante, com sinceros votos de felicitações. Ela não precisaria, é uma amiga virtual, e nos últimos tempos temos falado muito esporadicamente, no entanto, parou seja lá o que estava fazendo e se dispôs a escrever-me. Fiquei lisonjeado e envergonhado ao mesmo tempo.

Como eu, ela também tem seus problemas, mas arrumou um tempo para felicitar-me, e o fez particularmente, quando poderia ter me deixado uma ligeira mensagem como faz a maioria das pessoas (no meu caso a minoria), em recados no Orkut, face book e outros tantos sites para o mesmo fim. Envergonhei-me por não ter mais tempo para nossas já eventuais conversas – agora mais do que raras – e ela, ainda assim, se deu ao trabalho de escrever-me.

Aqui eu reparo o meu descuido e agradeço-a publicamente; obrigado Letícia e desculpe-me pela ausência. Aproveitando o mea culpa, quero desculpar-me com aqueles que eventualmente me escrevem, vou procurar ser um velho melhor ou menos preguiçoso.

Bem, reparados (?) os danos, me dou conta de que meio século passou-se. Sim, sou um velho nascido no século passado. Nós velhos de hoje, somos um pouco diferentes dos velhos de antanho. Um velho com a mesma minha idade – décadas passadas – costumava ser mais acabado, aparentemente falando. Descobri que a cabeça não muda muito, ainda sou o mesmo. O corpo sim padece e dá sinais de esgotamento, a muito mais tempo do que a presente data. Máquinas com tempo de vida útil, agora entrando no provável último quarto de existência.

Não há como retardar ainda, o fim que se aproxima, mas li em algum lugar que isto já tem os dias contados, não sei se será bom, mas tampouco estarei aqui para ver isto acontecer. Pensei em elucubrar sobre isto, mas tenho coisas a serem concluídas e preciso retomar o que deixei, então, mais uma vez, pedirei desculpas a minha amiga e vou utilizar a resposta que enviei a ela, em retribuição a sua lembrança, e colocar aqui para encerrar este texto.

Antes, porém, quero pedir desculpas aqueles a quem não enviei votos por alguma data comemorativa, não porque não quisesse, mas por absoluta falta de freqüência em meu perfil, que me impede de “lembrar” que estou em falta com meus amigos.

Meio século se passou……. nunca imaginei chegar tão longe, e falo sério. Ontem eu era uma criança…… agora, bastaria que fechasse os olhos para lembrar-me que a vida era tão cheia de promessas e sonhos. A maioria deles nunca se realizou. Fantasias, coisas além da imaginação. O que é concreto, o que é tátil, são estes elos que vamos unindo nas pessoas que conhecemos, nestes anos que de repreensivo, só há uma coisa, a impossibilidade de fazer o tempo voltar atrás. Felizmente somos dotados da capacidade de reconhecer nossos erros. Se não podemos consertá-los, cabe pedirmos desculpas pelas nossas falhas, pelos nossos tropeços.

O bom da vida é poder nos cercar de seres humanos, como nós.

Bom, e para aqueles que acham que o velho é ultrapassado, pasmem, eles são mais velhos do que eu, no entanto mandavam muito bem. Andei assistindo algumas versões no youtube, separei esta original gravada em estúdio, também uma outra ao vivo, mas como têm várias interpretes para a mesma música, procurem a versão que mais lhes de prazer. Enjoy!

Se é tarde me perdoa…

junho 8, 2010

08/06 – 03:02 h, a diversidade (so many people), a falta de tempo (minha), a tendência da mídia ao apelo popular – arghs – que coloca a classe artística underground como escória, faz com que boas coisas, nem sempre nos cheguem de imediato.

Confesso que até o início deste ano não conhecia Rufus McGarrigle Wainwright. E lá se vão doze anos desde que ele lançou o seu primeiro álbum em 1998. Bem, nunca é tarde para se (re)conhecer um grande talento.

Tenho por hábito escutar uma rádio chamada Beatles-A-Rama!!! (Yes, I like Beatles), no media player. Como diz o nome, basicamente só toca Beatles e ao ouvir Across The Universe, na voz de Rufus, resolvi pesquisar e descobri mais sobre este músico e o seu belo trabalho.

Nascido em Rhinebeck, Nova Iorque, é filho dos artistas (cantores e músicos folk) Loudon Wainwright III e Kate McGarrigle, que se divorciaram quando ele ainda era criança. Aos seis anos começou a tocar piano e aos treze já fazia turnês com a irmã Martha Wainwright (cantora e compositora).

Homossexual desde a adolescência, Rufus no começo de 2000, viciou-se em metanfetamina. Seu amigo Elton John o convenceu a entrar em um centro de reabilitação onde fez desintoxicação e terapia. Seu estilo transita pelo folk rock, pop, barroco e opera. Suas músicas têm influências eruditas.

A música “incomum” ou impopular foi aclamada pela crítica, e foi reconhecido pela Rolling Stone magazine como um dos melhores álbuns daquele ano.

Uma excelente pedida para noites frias, um bom vinho e se for possível uma excelente companhia. Enjoy!

Se não fosse abril seria…

abril 8, 2010

04/04 – 21:11 h, faz tempo que não consigo pessoalizar um texto. Falta de tempo, de inspiração, e também descrença da minha (in)capacidade. Sendo assim, poupar-lhes de mediocridades me parece coerente e sóbrio.

Por outro lado se não escrever algo vão pensar que morri (desculpe se estraguei a festa de alguém, hehe) e sem fazê-lo o correto seria abandonar este espaço.

Enfim, tinha uma vaga ideia sobre o que versar, mas estava relutando.

Resolvi então visitar os blogues amigos, coisa que faço eventualmente, mas hoje estava à procura de um sinal (ou inspiração se preferirem, isto corrobora com a minha suspeita de falta de talento) e num deles, o Incompletudes, deparei-me com uma anormalidade. Está sem publicação faz uns dias.

No meu caso isto é normal, mas no caso da senhorita K é preocupante. Seu texto informa que contraiu uma gripe, espero que sejam apenas férias forçadas e torço pela sua recuperação e que logo ela possa exercitar aquilo que lhe move, sobejamente.

Posto isto, a ideia que tinha para um texto é exatamente sobre nossas fragilidades. No caso, especificamente sobre as nossas limitações físicas e de como elas nos tornam reféns.

Estou em vias de completar cinquenta anos (o word ainda não se convenceu que o Sarney com um canetaço mudou a língua pátria e teima em reparar a escrita) e o corpo já dá sinais de esgotamento. A cabeça até ajuda (um pouco menos, é notório), mas a carcaça aderna como um barco velho que põem água pelo casco.

Acreditava que havia dominado a síndrome que me abalou tempos atrás, mas parece que ela tenta com insistência voltar, infelizmente ela depende que eu identifique o que me importuna, se for orgânico, ela perdeu.

Aqui pra nós torço para que ela ganhe, porque se for orgânico pode não ser uma coisa boa. Prefiro ser maluco, a ser cardíaco. Por mais estúpido que pareça, não estou com muita pressa em dar resposta à síndrome, e……… bem, nem ao orgânico (deve ser o que chamam de processo de negação).

O tempo é inclemente. Intocável apenas são nossas lembranças, bom, pelo menos até aquele alemão que hmmm…… não lembro o nome agora, apagá-las.

Pois bem, sobre as fragilidades; amigos próximos contraem doenças fatais e lutam para debelar o mal que insiste em lhes abreviar a vida (conheço alguns pessoalmente, outros são virtuais – mas não menos amigos).

E me faltam palavras de consolo, carinho, reconhecimento e, isto me aborrece, porque parece que lhes tiro (ou não lhes dou) esperanças.

É certo que a minha interferência não lhes atenuará as dores, mas é bom que saibam que sou solidário e que eles me importam e que mesmo há distância não os esqueço.

É, portanto, oportuno lembrar-lhes que não estão sozinhos, que me são importantes e que a sua existência encontra razão de ser na resposta que lhes dou.

Este pequeno e singelo reconhecimento às vezes é a força maior de que precisam para não combalirem, para lembrar-lhes de que são importantes em minha vida e que sem eles, ela fica um tanto mais insípida.

Não há o porquê hesitar em como abordar assunto tão delicado, o tempo nem sempre joga a favor.

Alguém que nos importe e que necessita de uma palavra de conforto pode não ter mais a oportunidade de ouvir-nos, e a nós restaria nada mais do que o sentimento covarde de não o tê-lo feito e o remorso que nos acompanhará pelo resto de nossos dias.

É grandioso quando alguém se lembra da nossa existência. Eu lembro, pelo menos enquanto aquele alemão não me importunar.

Em tempo: a senhorita K voltou no dia seguinte ao término deste post.

Nine Horses

fevereiro 20, 2010

20/02 – 15:59 h, aqui faz 32º. Hibernaria se pudesse, mas como no verão não é apropriado….

Falta vontade pra tudo, inclusive pra nada.


Há tempos queria escrever sobre esta banda. Na realidade é um projeto chamado Nine Horses de David Sylvian, Steve Jansen e Burnt Friedman.


Curioso como estas coisas acontecem. A primeira vez que ouvi esta banda foi num filme com Jim Carrey Number 23, The (Número 23). O filme não …. pois é, não. Ao passar os créditos (tenho esta mania), ouvi a música The Banality Of Evil, e caiu bem aos ouvidos (tem vezes em que os créditos são o melhor do filme).


Nada comercial. E isto já dificulta um bocado quando se procura por algo fora de estereótipos. Mas em vez de ser um fato complicador, isto aguça ainda mais a curiosidade pelo inusitado. Ainda assim não se encontra quase nada, talvez porque existam apenas dois álbuns gravados de 2005 até a presente data.


Eles lançaram seu primeiro álbum Snow Borne Sorrow em outubro de 2005, que contava com vários colaboradores convidados, incluindo o trompetista norueguês Arve Henriksen, a vocalista sueca Stina Nordenstam e Ryuichi Sakamoto ao piano.


Espero que gostem, é excelente para viagens remotas no inconsciente. Enjoy!



Resolu….ções

dezembro 31, 2009

29/12 – 17:13 h, todo ano que encerra, faz com que milhões de pessoas tenham planos para o ano vindouro, a isto damos o nome de resoluções.

A lista é enorme e varia de acordo com as necessidades e vicissitudes.

Emagrecer (meu caso), parar de fumar (pergunte-me como), estudar mais (to sempre aprendendo), ler, escrever, viajar, caminhar, mudar, ir, vir, falar, ouvir… ver e, os et ceteras.

A grande maioria, sequer chega ao fim do primeiro mês em suas “convicções”. Esmorecem a primeira dificuldade. E um a um, seus objetivos caem por terra.

Pessoas, como eu, com síndrome do pânico (a minha mantenho sob controle, com sessões de “bateção” de cabeça, e …, ok, apenas mantenho sob controle. Pessoal, não façam isto em casa, he he he), tem tendências a abandonar qualquer mudança por se tratar de radicalismos, quando o mais fácil é se entregar ao fracasso sem ao menos lutar. É extremamente difícil, complicado ao extremo e quase um processo doloroso.

Mas se temos milhares de motivos para mudarmos, há outros tantos para que isto não aconteça. Na realidade não precisamos de muito para desistir, o instrumento que orquestra tudo isto é nosso cérebro. Ooohhh serzinho indomável!!!

Desistimos por qualquer coisa. Preguiça falta de vontade, dificuldades (desde as menores e há ainda até as mais complexas) e acabamos por invejar aqueles que conseguem determinação para buscar os objetivos traçados.

Eu tenho Murphy ao meu lado. Allways.

Isto não é um texto para levantar o moral. Estou longe de ser a pessoa indicada para tamanha façanha.

É uma simples mensagem para aqueles (também para eu) que costumam desistir sem ao menos lutarem (força de expressão, não é cacoete político).

Onde buscar inspiração, força e coragem pra isto? Bem, olhe o noticiário, toda sorte de desgraças acontece o tempo todo e aflige milhões de pessoas. Enchentes, o inverno que fustiga e mata de frio, a falta de água, a fome, a guerra, o terrorismo, a ignorância, a violência, o trânsito, o nosso próximo que também não facilita em nada e também os et ceteras.

Aqueles que de alguma forma são expostos a todas estas mazelas, tem muito mais motivos do que nós para desistirem de viver, no entanto, uma força vinda lá do seu interior, emerge e os faz se agarrar a um sentimento chamado esperança. O mesmo que nos falta para perseverar nos nossos propósitos, bem mais modestos e incomparavelmente menos importantes.

Estas pessoas certamente gostariam de poder ter apenas as suas resoluções, como nós, no entanto tem que se preocupar com a sua sobrevivência e dos seus próximos. Recomeçar.

Neles reside a força que nos falta e isto nos apequena. Não somos capazes de resistir à primeira dificuldade que se apresenta e combalimos. Talvez porque sobrevivemos e não somos a bola da vez.

Ou seja, nossas dificuldades não são nada comparadas a quem perdeu tudo, mas não perdeu a dignidade. Pense nisto antes de desistir das suas modestas resoluções.

Saiu. O texto. Achei que não escreveria nada mais neste ano. A todos aqueles que cedem um pouquinho do seu tempo para ler as sandices que escrevo, desejo-lhes um excelente ano que se inicia. Perseverem.

Feliz Ano Novo.