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Dos reclames

março 1, 2011

12/02 – 18:12 h, confesso que ando preguiçoso para escrever. Rotina talvez, completa falta de inspiração, mas não dá pra deixar de chutar o que está quicando. Afinal, para algumas coisas, não há necessidade de inspiração, basta apenas, fazer o que se espera. Chutemos, pois!
Comentar, por exemplo, não requer nada além de observar. E tenho feito isso sobejamente. O país, ou pelo menos um bom percentual dele, está em sintonia com o governo estabelecido (acho que tem relação com a bolsa “olha-eu-aqui, olha-eu-aquiiii”).
Honestamente, espero daqui algum tempo (se viver para tanto), registrar que a minha desconformidade em relação à presidente em exercício, tenha sido apenas ranço partidário. Que ela tenha competência para exercer o cargo para ao qual foi alçada.
Vale mencionar que o endurecimento da presidente(a) em torno do aumento do salário mínimo (sim, ela endureceu, veja aqui), não ganhou eco no aumento dos parlamentares. Bem já vimos essa novela antes, para eles, o céu; para nosotros…
Mal começou o ano, e aqueles (eles gostam de assim ser reconhecidos) nobres deputados eleitos – por quê os outros já conhecíamos – estão ratificando aquilo que algumas poucas pessoas já imaginavam (cá pra nós, não precisava vidência para saber como se comportariam) que fariam. Já flagraram excelentíssimo Deputado Romário (vulgo Romário), dormindo na câmara dos deputados, e também jogando futevôlei quando deveria estar fazendo aquilo pelo qual foi eleito, quer dar uma espiadela?
Agora, sinceramente, porque ainda se surpreendem com isso? Cacete! Votaram nele, no Tiririca, no Popó, e em outros tantos inaptos baseados em que? Por quê raios este povo não se dá ao trabalho de procurar eleger alguém que honre o cargo postulado e, que efetivamente, trabalhe visando o bem estar do povo que o elegeu e não ao seu próprio bolso?
Nada muda efetivamente neste país. Às pressas e com a maior cara de pau, os nobres representantes do povo votaram num aumento escorchante. E, para tanto, sobravam justificativas que beiravam ao escárnio, sem se preocuparem em ofender-nos com tamanho acinte. Para qualquer outra matéria de interesse, geralmente falta quórum. Há dias que discutem o valor pífio do salário mínimo. E, a presidente eleita, defende com veemência a esmola de R$ 5,00, que hoje, na cidade onde resido, não paga duas passagens de ônibus.
Cada deputado custa ao erário cerca de R$ 200.000,00 mensais, com o último aumento. Vi, em um noticiário, que a REFORMA dos imóveis disponíveis para estes ilustres caras de pau, custaria aproximadamente R$ 400.000,00. Não encontrei material que pudesse ratificar isto, mas no link a seguir, há um valor bem próximo do que vi e o registro é de antes disto, ou seja, não está muito longe do que já havia tomado conhecimento: clique aqui.
Cabe lembrar que os imóveis têm cerca de 250 m², para alojar com dignidade a família do nobre representante público e seus convivas, com direito a jacuzzi.
O interessante é que se confina uma família de dez pessoas em 48m², por aproximadamente R$ 65.000,00 (valor de referência de um grupo de empresas associadas), ou menos, como se verá a seguir.
O Zé povinho se atira no Minha Casa Minha Vida, comprometendo parte do seu salário para se espremer em 37 m²; aqui as características do empreendimento:
as unidades habitacionais apresentam tipologia de casas térreas ou apartamentos.
Tipologia mínima apresentada para casa térrea:
• 02 quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço;
• área útil mínima de 32 m².
Tipologia mínima apresentada para apartamento:
• 02 quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço;
• área útil mínima de 37 m².
Agora, também observei, que a violência neste país é característica da força de trabalho exercida pela profissão de vagabundo. Parece que o crime agora necessita de mão de obra especializada, afinal, ela também move boa parte do nosso PIB.
A lógica é a seguinte; se perdemos mais, produzimos mais, uma vez que temos que manter a máquina funcionando.
Somos reféns de um governo que legisla em causa própria de um lado e, de vagabundos que, a seu favor, tem penas insignificantes (se e quando pegos pela justiça) e que entram e saem de presídios apenas para se profissionalizar, já que é árduo o seu trabalho de aliviar o alheio.
O sistema de saúde “upa” pública (desculpe, onde se lê upa, leia-se ups) é ainda caótico, e não creio que passará das promessas da distinta presidente ou presidenta como queiram.
Pasmem!
Na terra brasilis onde a presidenta(e) faz lobby e rosna para que se mantenham a esmola de R$ 5,00 (e para isto o governo favorece liberando emendas no valor de R$ 653,7 milhões de gastos autorizados ou ampliados; o famoso toma-lá-dá-cá, e isso tudo nos primeiros onze dias de fevereiro, totalizando um percentual de aumento de 441%, em relação a janeiro: fonte: aqui), nos faz pensar o seguite: PQP! Com todo respeito.
Tem muito mais para se chutar, mas para não me estender muito, vou apenas repassar esta anedota: num país latino qualquer, para a Comissão de Constituição e Justiça, foi colocado para presidi-la nada mais, nada menos, que um protagonista de um dos maiores escândalos da história daquele país, parafraseando o seu presidente anterior: “nunca antes na história deste país ….” ah, não lembro, sei que o nome do escândalo era chamado de mensalão. Sem graça não? Também achei. Desculpem!
Concomitantemente, os egípcios derrubaram um regime que lhes oprimiu por três décadas, não creio que o nosso povo se dê este trabalho, afinal sobram bolsas esmolas para todos, você já pegou a sua?

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