Se é tarde me perdoa…
08/06 – 03:02 h, a diversidade (so many people), a falta de tempo (minha), a tendência da mídia ao apelo popular – arghs – que coloca a classe artística underground como escória, faz com que boas coisas, nem sempre nos cheguem de imediato.
Confesso que até o início deste ano não conhecia Rufus McGarrigle Wainwright. E lá se vão doze anos desde que ele lançou o seu primeiro álbum em 1998. Bem, nunca é tarde para se (re)conhecer um grande talento.
Tenho por hábito escutar uma rádio chamada Beatles-A-Rama!!! (Yes, I like Beatles), no media player. Como diz o nome, basicamente só toca Beatles e ao ouvir Across The Universe, na voz de Rufus, resolvi pesquisar e descobri mais sobre este músico e o seu belo trabalho.
Nascido em Rhinebeck, Nova Iorque, é filho dos artistas (cantores e músicos folk) Loudon Wainwright III e Kate McGarrigle, que se divorciaram quando ele ainda era criança. Aos seis anos começou a tocar piano e aos treze já fazia turnês com a irmã Martha Wainwright (cantora e compositora).
Homossexual desde a adolescência, Rufus no começo de 2000, viciou-se em metanfetamina. Seu amigo Elton John o convenceu a entrar em um centro de reabilitação onde fez desintoxicação e terapia. Seu estilo transita pelo folk rock, pop, barroco e opera. Suas músicas têm influências eruditas.
A música “incomum” ou impopular foi aclamada pela crítica, e foi reconhecido pela Rolling Stone magazine como um dos melhores álbuns daquele ano.
Uma excelente pedida para noites frias, um bom vinho e se for possível uma excelente companhia. Enjoy!
Ah quanto tempo não te leio.
Confesso que ando sem ânimo pra música, mas parece-me ser um artista muito bom.
Qualquer dia desses quando o ânimo voltar, eu ouço.
Beijo.