Das coisas…
24/10 – 18:37 h – Algumas coisas definitivamente não são mais como outrora, não há novidade alguma nisto. Não me considero um saudosista, haja vista que me beneficio destas mudanças para melhorar minha qualidade de vida. A despeito disto, sinto falta das calmarias, das tardes amenas, dos finais de semana que me pertenciam.
Hoje meu corpo acusa o tempo, que insiste me atropelar. Não há do que reclamar, por certo o problema maior do meu corpo é eu, que lhe gerencio.
Enfim, mudanças cotidianas passam despercebidas, ou damos pouca importância. A constante busca de aperfeiçoamento, não deixa muito tempo para tratarmos de coisas vitais para a nossa sobrevivência, mas não podemos esquecê-las, sob pena de perdermos nossa essência, não podemos esquecer aquilo que somos, nem o nosso comprometimento com aquilo que apregoamos. Aquilo que nos faz diferente perante aqueles que nos conhecem.
Meu discurso, em face disto, daquilo que sou e que apregôo, não muda. Alguns lamentam, outros…. não sei dos outros.
-???
O porquê disto tudo aí acima? Bem, tinha de começar por alguma coisa e ando tão sem tempo, sequer para ter uma ideia, razoável que fosse.
Sou um cético. Tenho absoluta certeza de que o futuro jamais será nosso. Não tem como. O povo (ufanista) que canta, emocionado, com a mão no peito “que é brasileiro com muito orgulho” é o mesmo que elege, sucessivamente, quem lhes condena a viver a ilusão eterna de que um dia teremos “patê” pra tudo.
Aqui nesta terra varonil – onde receber é sempre melhor do que dar – somos reféns da retórica, e sequer temos capacidade de assimilá-la. Ela é instrumento de políticos, maus políticos. Sinceramente, só se ilude quem quer, ou é melhor ser “cego”, talvez o resquício de consciência seja suficiente apenas para sobrevivência, em meio à pasmaceira que assola o país. Faz muito tempo que vivemos assim, alguém ainda duvida que isto um dia acabe? Por certo que não, ignoramos até o que deveria nos incomodar.
O crime está ceifando milhares de vidas, o tráfico voraz e incansável, é quase um estado. Li em algum lugar (dentre os vários que publicaram) que o nosso país comprará trinta e seis novos caças (entre outros brinquedos) por uma bagatela (não necessitamos mais de hospitais, habitação, escolas, está tudo perfeito, logo gastar em armamentos é perfeitamente concebível). Isto foi mês passado. Lembro que as aeronaves não vinham dotadas de armamentos. Precisaremos de pilotos com espírito kamikase, alguém se habilita?
A pasmaceira que assola o país é impressionável. Incorporamos o mal como algo perfeitamente aceitável. Claro, desde que não seja conosco ou com nossos filhos. Hoje a equação que mais interessa ao Zé povinho é aumentar a prole. O resultado é benéfico, o governo garante que não faltará bolsa qualquer coisa. Dissemine e ganharás. Por certo isto não incomoda, vamos em frente, não vale à pena, já o futuro…
Amenidades
17:35 h, chove na capital. Como é sabido (por alguns poucos que acompanham estes meus descalabros), gosto muito de música. Tenho um bom acervo e sempre que sobra um tempinho estou atrás de novidades que agradem aos ouvidos.
Já havia tentando, tempos atrás, escutar rádios pela internet. Tinha uma conexão dial-up e era um sofrimento esperar os buffers (área reservada na memória de um computador para armazenamento temporário de dados que aguardam seu processamento) carregarem. Ouvia um pouco e truncava, o processo se repetia e assim o prazer dava lugar ao aborrecimento. Hoje, como muitos, tenho conexão dedicada (adsl2+) e o rádio passa ser agora um bom entretenimento. O media player do Windows tem uma aba chamada media guide, ao acessá-la, têm-se algumas opções para escolha e entre elas rádios da internet. Imagino que outros players também tenham esta opção para ouvir rádios.
Há uma boa variedade de rádios e a maioria é distinta pelo tipo de som que toca. Tem uma que eu gosto muito que toca jazz e clássicos (Classic and jazz), tem outra que toca apenas Beatles (Beatles-A-Rama), outra só Soul music, anos 70, etc.
Uma excelente pedida para uma tarde de sábado chuvosa e solitária. Enjoy!