* Dia do amigo (atrasado como sempre)

2008 Julho 29
by ldmrh

Sobre amizades…

 

Dia 20/07 – dia do amigo – recebi uma manifestação, em forma de mensagem, de alguém à quem nunca imaginei poder considerar amiga, pelo simples fato de não conhecê-la pessoalmente. Somos, o que se denomina, amigos virtuais. Coisas da vida real. Mas amizades virtuais são possíveis nos dias que se seguem, e bem comuns. Mesmo assim somos distantes, não interagimos. Ela costuma ler o que escrevo, eu o que ela escreve.

A mensagem em questão não foi pessoal, foi daquelas que costumamos enviar para a maioria daqueles que constam em nossa lista de endereços eletrônicos. Fui anexado, juntamente com outros. Isto, no entanto, não lhe tira o mérito, pois fui lembrado. Ela, que poderia certamente, me excluir na hora de encaminhar a mensagem aos seus amigos de fato, os ditos amigos reais.

Fiquei tentado a recíproca, já que é verdadeira. Hesitei, achei melhor fazê-lo aqui publicamente, para que ela e, também, todos aqueles que “me” conhecem, assim como ela, se sintam lembrados. Isto me redime (em parte) de não ter enviado mensagens pessoais para todos aqueles a quem tenho apreço. Isto é o que eu espero. Aproveito para desculpar-me pela falta, esperando que compreendam.

Pois bem, procurava uma síntese do que pode ser uma amizade e encontrei de Shakespeare a seguinte definição: “Depois de algum tempo você aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.”

Não há o que acrescentar sobre isto. É significativo e verdadeiro. Amigos são assim, e surgem de onde menos se espera. Não há fórmulas mirabolantes, há empatia apenas. Foi o que aconteceu com a minha “amiga” virtual. As relações tem importância na medida em que nos aproximamos das pessoas, de como elas contribuem para que possamos nos tornar um ser humano melhor. Posso dizer seguramente que tenho poucos amigos, mas não os troco por números sem significado algum. Ainda assim, peco em não procurar-lhes, nossas vidas tem rumos diferentes, nos distanciamos, no entanto, quero que saibam o quanto me são importantes.

Basicamente o que nos une é o respeito mútuo. Respeito que me faz compreender seus rompantes e desabafos, que me faz entender suas indisposições, maus humores, TPMs, frustrações, e me faz compartilhar em vez de repreender, me faz querer interferir para ajudar, me aproxima na dor, no consolo e em saber que não estão sozinhos, que podem contar com a minha modesta, humilde e despretensiosa amizade.

A distância pode levá-los, mas não os tira da minha lembrança, nem o fato de serem eles, meus amigos.

(*) Postado originalmente em 26/07/07

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