Resolu….ções

2009 dezembro 31
por ldmrh

29/12 – 17:13 h, todo ano que encerra, faz com que milhões de pessoas tenham planos para o ano vindouro, a isto damos o nome de resoluções.

A lista é enorme e varia de acordo com as necessidades e vicissitudes.

Emagrecer (meu caso), parar de fumar (pergunte-me como), estudar mais (to sempre aprendendo), ler, escrever, viajar, caminhar, mudar, ir, vir, falar, ouvir… ver e, os et ceteras.

A grande maioria, sequer chega ao fim do primeiro mês em suas “convicções”. Esmorecem a primeira dificuldade. E um a um, seus objetivos caem por terra.

Pessoas, como eu, com síndrome do pânico (a minha mantenho sob controle, com sessões de “bateção” de cabeça, e …, ok, apenas mantenho sob controle. Pessoal, não façam isto em casa, he he he), tem tendências a abandonar qualquer mudança por se tratar de radicalismos, quando o mais fácil é se entregar ao fracasso sem ao menos lutar. É extremamente difícil, complicado ao extremo e quase um processo doloroso.

Mas se temos milhares de motivos para mudarmos, há outros tantos para que isto não aconteça. Na realidade não precisamos de muito para desistir, o instrumento que orquestra tudo isto é nosso cérebro. Ooohhh serzinho indomável!!!

Desistimos por qualquer coisa. Preguiça falta de vontade, dificuldades (desde as menores e há ainda até as mais complexas) e acabamos por invejar aqueles que conseguem determinação para buscar os objetivos traçados.

Eu tenho Murphy ao meu lado. Allways.

Isto não é um texto para levantar o moral. Estou longe de ser a pessoa indicada para tamanha façanha.

É uma simples mensagem para aqueles (também para eu) que costumam desistir sem ao menos lutarem (força de expressão, não é cacoete político).

Onde buscar inspiração, força e coragem pra isto? Bem, olhe o noticiário, toda sorte de desgraças acontece o tempo todo e aflige milhões de pessoas. Enchentes, o inverno que fustiga e mata de frio, a falta de água, a fome, a guerra, o terrorismo, a ignorância, a violência, o trânsito, o nosso próximo que também não facilita em nada e também os et ceteras.

Aqueles que de alguma forma são expostos a todas estas mazelas, tem muito mais motivos do que nós para desistirem de viver, no entanto, uma força vinda lá do seu interior, emerge e os faz se agarrar a um sentimento chamado esperança. O mesmo que nos falta para perseverar nos nossos propósitos, bem mais modestos e incomparavelmente menos importantes.

Estas pessoas certamente gostariam de poder ter apenas as suas resoluções, como nós, no entanto tem que se preocupar com a sua sobrevivência e dos seus próximos. Recomeçar.

Neles reside a força que nos falta e isto nos apequena. Não somos capazes de resistir à primeira dificuldade que se apresenta e combalimos. Talvez porque sobrevivemos e não somos a bola da vez.

Ou seja, nossas dificuldades não são nada comparadas a quem perdeu tudo, mas não perdeu a dignidade. Pense nisto antes de desistir das suas modestas resoluções.

Saiu. O texto. Achei que não escreveria nada mais neste ano. A todos aqueles que cedem um pouquinho do seu tempo para ler as sandices que escrevo, desejo-lhes um excelente ano que se inicia. Perseverem.

Feliz Ano Novo.

Por ser de lá…

2009 dezembro 10
por ldmrh

10/12 – 01:13 h, fim de ano é complicado. O tempo escoa rapidamente. Tinha preparado um texto sobre politicagem, essa que usa o erário público para benefício pessoal, mas vou deixar para mais adiante.

O próximo ano é mais apropriado em virtude das eleições. Senhores representantes do povo, aguardem. Quando a oportunidade fizer presente, lembraremos aos seus eleitores vossas façanhas, para que ao contrário do hino, não sirvam de modelo a toda terra (brasilis).

A época evoca coisas boas, novações. Traçamos as “metas” que repetidamente fazemos todos os anos, a maioria não mantém sequer por um mês. Particularmente não gosto destas festas de final de ano, exceto pela reunião familiar.

Vou poupar-lhes do meu ranço de fim de ano e em troca vou brindar-lhes com mais uma pérola da música instrumental.

Não faz muito, solicitaram minha ajuda na escolha de músicas para uma formatura. Dentre as sugeridas, escolhi uma de Pat Metheny, lamentavelmente foi preterido por motivos que não me competem discutir.

Pat Metheny é um artista consagrado. Nasceu em 12 de agosto de 1954, em Kansas City, Missouri, EUA. Iniciou tocando trompete aos oito anos, trocando pela guitarra aos doze. Três anos mais tarde já tocava com os melhores músicos de jazz do Kansas. Aos curiosos, basta vasculhar a internet para obter maiores detalhes sobre ele, aos impacientes o vídeo abaixo dá bem para terem ideia do porque este músico já foi ganhador de sete Grammys por sete álbuns consecutivos.

Está música é uma daquelas que faz parte da trilha sonora da minha vida. Espero que lhes satisfaçam os ouvidos. Enjoy!

Homem! Que bicho é este?

2009 novembro 3
por ldmrh

Substantivo masculino, no dicionário significa animal mamífero, bípede, bímano, racional e sociável que, pela sua inteligência e pelo dom da palavra, entre outros aspectos, se distingue dos outros seres organizados; pessoa adulta do sexo masculino; varão. Familiar: marido, sujeito, indivíduo e finalmente no sentido figurado significa: a espécie humana, humanidade.

Pois bem, por definição somos mamíferos, bípedes (uma boa parte eu diria), bímano, ainda que ache que muitos fazem demais para quem tem somente – e apenas – duas mãos. Racional? Entre outras definições significa razoável, e quando somos razoáveis? Por certo não é quando estamos dirigindo, ou você é daqueles que no meio da madrugada ao cruzar uma via consegue evitar tocar insistentemente a buzina, alertando a todos os demais que estão dormindo que a preferencial é sua! Ah sim claro, sua segurança em primeiro lugar, afinal é você que está pondo sua vida em risco, e depois quem está dormindo mesmo não é você. Claro que você lembrou de quem dorme. Ah, também quem mandou dormir a esta hora?


- Egoísta não consta do seu vocabulário? O que é vocabulário?
- Bem….., esquece.

Vamos agora ao sociável e, deste, separamos o civilizado como definição. E nada como uma partida de futebol para que possamos mostrar a todos o quanto somos civilizados. Ali dividimos nossas emoções, nossos temores, ali em meio à multidão, nossa sensibilidade aflora, somos frágeis, e aí daquele que discordar, cobrir de porrada é o mínimo que se pode fazer para externar nossos sentimentos. Afinal homens também sentem. Masculino e varão. Varão! Não, não é vara grande. Homem de respeito, respeito;
- sabe o que é não sabe?

Aquilo pelo qual lembramos, a quem quer que seja, com o dedo médio, o lugar aonde…
- ah, você sabe, ou quer que lhe mostre aonde?
Familiar; certamente você sabe qual o seu papel na família, sua mulher lhe mantém informado, quero assim presumir.

Finalmente, mas não menos importante; humanidade. No dicionário só encontramos boas definições, mas somos muito mais que aquilo. Cacete! Destruímos como ninguém, mentimos, matamos, usamos de cargos importantes para locupletarmos, desdenhamos, somos um mundo no umbigo. Nosso umbigo.

– Só o seu? Ok, tudo bem, o seu umbigo.
– Quem sou eu? Ninguém creia, nem perca seu tempo comigo.

Ainda assim amamos, alguns de nós é bem verdade.

– O que? Viado é o teu pai, palhaço!

Dividimos, criamos, somos ambíguos, mas buscamos o bem estar na maior parte do tempo. Pensando melhor é uma parcela pequena que estraga a categoria, talvez se fizéssemos uma revolução qualquer. Pequenina, nada que cause muito impacto, apenas para lembrar que somos seres humanos e que podemos sim viver em harmonia. Ainda, quem sabe, talvez um dia, seremos acepção, como diz o dicionário; inteligentes. Pois somos homens, raciocinamos, e estamos aqui para somar, e sem vocês mulheres, não somos nada, não somos ninguém.

Das coisas…

2009 outubro 24
por ldmrh

24/10 – 18:37 h – Algumas coisas definitivamente não são mais como outrora, não há novidade alguma nisto. Não me considero um saudosista, haja vista que me beneficio destas mudanças para melhorar minha qualidade de vida. A despeito disto, sinto falta das calmarias, das tardes amenas, dos finais de semana que me pertenciam.

Hoje meu corpo acusa o tempo, que insiste me atropelar. Não há do que reclamar, por certo o problema maior do meu corpo é eu, que lhe gerencio.

Enfim, mudanças cotidianas passam despercebidas, ou damos pouca importância. A constante busca de aperfeiçoamento, não deixa muito tempo para tratarmos de coisas vitais para a nossa sobrevivência, mas não podemos esquecê-las, sob pena de perdermos nossa essência, não podemos esquecer aquilo que somos, nem o nosso comprometimento com aquilo que apregoamos. Aquilo que nos faz diferente perante aqueles que nos conhecem.

Meu discurso, em face disto, daquilo que sou e que apregôo, não muda. Alguns lamentam, outros…. não sei dos outros.

-???

O porquê disto tudo aí acima? Bem, tinha de começar por alguma coisa e ando tão sem tempo, sequer para ter uma ideia, razoável que fosse.

Sou um cético. Tenho absoluta certeza de que o futuro jamais será nosso. Não tem como. O povo (ufanista) que canta, emocionado, com a mão no peito “que é brasileiro com muito orgulho” é o mesmo que elege, sucessivamente, quem lhes condena a viver a ilusão eterna de que um dia teremos “patê” pra tudo.

Aqui nesta terra varonil – onde receber é sempre melhor do que dar – somos reféns da retórica, e sequer temos capacidade de assimilá-la. Ela é instrumento de políticos, maus políticos. Sinceramente, só se ilude quem quer, ou é melhor ser “cego”, talvez o resquício de consciência seja suficiente apenas para sobrevivência, em meio à pasmaceira que assola o país. Faz muito tempo que vivemos assim, alguém ainda duvida que isto um dia acabe? Por certo que não, ignoramos até o que deveria nos incomodar.

O crime está ceifando milhares de vidas, o tráfico voraz e incansável, é quase um estado. Li em algum lugar (dentre os vários que publicaram) que o nosso país comprará trinta e seis novos caças (entre outros brinquedos) por uma bagatela (não necessitamos mais de hospitais, habitação, escolas, está tudo perfeito, logo gastar em armamentos é perfeitamente concebível). Isto foi mês passado. Lembro que as aeronaves não vinham dotadas de armamentos. Precisaremos de pilotos com espírito kamikase, alguém se habilita?

A pasmaceira que assola o país é impressionável. Incorporamos o mal como algo perfeitamente aceitável. Claro, desde que não seja conosco ou com nossos filhos. Hoje a equação que mais interessa ao Zé povinho é aumentar a prole. O resultado é benéfico, o governo garante que não faltará bolsa qualquer coisa. Dissemine e ganharás. Por certo isto não incomoda, vamos em frente, não vale à pena, já o futuro…

Amenidades

17:35 h, chove na capital. Como é sabido (por alguns poucos que acompanham estes meus descalabros), gosto muito de música. Tenho um bom acervo e sempre que sobra um tempinho estou atrás de novidades que agradem aos ouvidos.

Já havia tentando, tempos atrás, escutar rádios pela internet. Tinha uma conexão dial-up e era um sofrimento esperar os buffers (área reservada na memória de um computador para armazenamento temporário de dados que aguardam seu processamento) carregarem. Ouvia um pouco e truncava, o processo se repetia e assim o prazer dava lugar ao aborrecimento. Hoje, como muitos, tenho conexão dedicada (adsl2+) e o rádio passa ser agora um bom entretenimento. O media player do Windows tem uma aba chamada media guide, ao acessá-la, têm-se algumas opções para escolha e entre elas rádios da internet. Imagino que outros players também tenham esta opção para ouvir rádios.

Há uma boa variedade de rádios e a maioria é distinta pelo tipo de som que toca. Tem uma que eu gosto muito que toca jazz e clássicos (Classic and jazz), tem outra que toca apenas Beatles (Beatles-A-Rama), outra só Soul music, anos 70, etc.

Uma excelente pedida para uma tarde de sábado chuvosa e solitária. Enjoy!

Quem procura…

2009 setembro 27
por ldmrh

26/09 – 23:40 h, uma pausa na correria de sempre e lembrar-se dos pequenos prazeres deixados de lado. Não muito tempo atrás, descobri no Incompletudes esta banda que vos trago hoje. Chama-se Amelia Band. Está como trilha musical em um post sobre um passeio por São Paulo, num dia chuvoso, como acontece agora, na cidade onde moro.

Começou como um duo, em 2002 com Teisha (vocal, violão e bateria) e Scott (guitarra e bateria). Tocavam juntos e começaram a gravar em 4-track (fita usada em estúdios de gravação profissional para gravação multipista (também conhecido como multitracking ou apenas monitoramento) é um método de gravação de som que permite a gravação em separado de múltiplas fontes de som para criar um conjunto coeso. Este é o método mais comum de gravação de música popular. Na década de 2000 o software, multitracking para computadores, se tornaram amplamente utilizados).

Seu primeiro álbum data de 2002, e se chama “Somewhere Left to Fall …”, com outros integrantes: Jesse Emerson (baixo) e Richard Cuellar (bateria) . Em 2003 lançaram o seu segundo álbum chamado “After All”, em 2005, outro chamado “Por Avion” e em 2007, um álbum sem nome de onde eu pincei esta música no youtube.
Numa noite como esta, com chuva, sem uma companhia para dividir, ouvir música é a outra boa alternativa. Enjoy!


News!!!

2009 setembro 1
por ldmrh

01/09 – 13:35 h, uma pausa no trabalho.

Madrugada passada, depois de um dia insosso, fui atrás das novidades. Dizem que quem procura acha. Voilà!

O primeiro vídeo que encontrei foi como dupla. O duo é composto por Jack Conte e Dawn Nataly. Eles têm uma banda chamada Pomplamoose (que é um trocadilho com a expressão pamplemousse, palavra francesa que significa grapefruit (em inglês), que por sua vez significa toranja, em nosso idioma tupiniquim).

Pomplamoose é considerada uma banda de rock indie, mas suas canções também incorporam o jazz, funk, soul, e outros estilos.

Vi alguns vídeos, todos muito bons. Sem sono ainda, procurei pela origem, foi quando encontrei os vídeos anteriores, ao duo. Vale a pena conhecê-los, o antes (separados) e o agora (como banda).

Sozinho, a música de Jack permeia pelo experimental, de fato impressiona ainda mais por ser ele multi-instrumentista. Já o material de solo de Nataly, é muito mais conservador, singelo, mas cativa, amparada por sua belíssima voz.

Jack Conte é um multi-instrumentista, song-writer e cineasta com base em San Francisco Bay Area, que vive da venda de Mp3s on-line. Já gravou dois EPs — Sleep in Color e Nightmares and Daydreams e lançou-os junto com a compilação Videosongs Volume I através da iTunes Store. Sua música tem sido regularmente manchete na primeira página do Digg.

A grata surpresa é quando esses dois combinam seus conhecimentos e transformam seu “mundo” musical, em sintonia perfeita. Pode ser quem alguns torçam o nariz, afinal gosto é gosto, mas mesmos estes, não poderão dizer que lhes faltam originalidade.

A banda foi formada no verão de 2008. Vivem, sobre tudo, no mundo virtual, tendo apenas – pelos dados que encontrei – realizado um show ao vivo. A banda recentemente produziu o álbum de Julia Nunes, já citada aqui em post, anteriormente.

Seja como for, eles produzem música de qualidade, e para aqueles que gostarem o youtube é o meio para desfrutar desta (ainda) novidade.

Pincei, para os mais preguiçosos, dois vídeos, para aqueles que quiserem conhecer melhor o trabalho da Pomplamoose, sugiro que visitem o youtube e façam – insones, como eu – um agradável passeio pelo mundo musical. Enjoy!

Três em um.

2009 agosto 22
por ldmrh

22/08 – 00:34 h, manhã de sábado e em meio a tantas coisas para serem feitas, lembrei-me que ando em falta com meus escritos. Textos precisam de uma ideia inicial e sinceramente não tenho tido muito tempo para cultivá-las, embora não faltem assuntos.

Política, por exemplo, é como bola picando, dá uma vontade de chutar…. enfim, antes que alguém pense que desisti de tudo e para desespero daqueles já acreditavam nisto….. estou de volta.

Bem, primeiro farei referência a um blogue d’além mar, e também acrescerei o link, pois gosto muito de vê-lo e espero que aqueles que se interessem por imagens, registros, passagens e impressões, o visitem. O nome é Lovely Impermanence, rico em imagens de outras paragens, desculpem o trocadalho.

Apresentação feita vamos adiante. Recebi a indicação de meu filho, que também gosta de novidades musicais. O nome dele é Lokua Kanza, filho de pai congolês e mãe originária de Ruanda. Ele aprendeu a cantar em coros de igreja, reside em Paris desde 1984, está lançando o seu quarto álbum, “Toyebi Té”, depois de um retiro de três anos. De sua música dizem o seguinte: “uma verdadeira gema, cantada em francês ou em Lingala, com um tom confidencial: discreta, acústica, quieta e natural, cheia de sensibilidade, de baladas populares, constitui uma profunda reformulação da canção africana. Lokua Kanza encanta pelo refinamento e sofisticação musical, sendo considerado hoje um dos maiores astros da música africana”. Pois bem, eu vi e gostei. Enjoy!

Em tempo: Lokua Kanza estará se apresentando dia 26 do corrente no Teatro SESC (av. Alberto Bins, 665, Porto Alegre/RS) as 20h00min.

Para finalizar mais um da série: “um dia eu chego lá”.

01:51 h – Envelhecer… by me

Enquanto o tempo passa

Nem sinto como ele

Voa, quando me dou por conta

Existo só na memória e

Lembrar é só o que resta.

Histórias remotas

Estórias seletas

Consolos cálidos

Entornos

Reminiscências… FIM.

Porque é dia dos pais…

2009 agosto 9
por ldmrh

09/08 – 03:43 h, o sono veio e se foi, estou acordado desde as 7:50 h, do dia anterior, espero meu filho chegar. Ele também acordou cedo. Passou o dia envolto com as atividades do grupo de jovens. É um bom filho. Não dormi ainda, preocupado com o seu bem estar. Distraio-me trabalhando, tenho o que fazer.

Não tive um pai que zelasse pelas minhas venturas, assim como zelo pelos meus filhos. Mas como eu, muitos pais varam noites acordados esperando pelos seus rebentos. Sabemos que não fará diferença, o nosso preocupar. Mas estamos a postos, seja lá para o que for. No entanto desejamos que isto não fosse necessário, mais do que isto, rogamos para que não tenhamos que intervir e que o maior incomodo, que nos acometa, seja apenas este, de ficar insones esperando o tempo passar e vê-los chegar em segurança.

Nossos filhos não entendem este zelo desmesurado. Certamente o meu desconhece meu penar. Quando chegar em casa (é isto o que desejamos ardorosamente), vai me ver aqui, diante do computador, esboçará um “oi” e não fará qualquer comentário. Eu, ao contrário, a despeito da sua indiferença me sentirei muito bem, ficarei em paz, e então poderei relaxar aliviado, a sua chegada.

Talvez um dia ele entenda, quando também for pai, o porquê dormimos tão pouco quando estão ausentes da segurança do lar. Tardiamente se dará conta de que o seu sacrifício é igual ao meu e então entenderá o que é ser pai.

04:29 h, faz alguns minutos que ele chegou, agora poderei descansar aliviado.

Hoje é o nosso dia, mas durante esta madrugada, parte desta jornada foi dedicada a ele. Não espero reconhecimento, nestes dias difíceis, o regresso dos nossos em segurança é tudo o que queremos. Bem, vou deitar agora, dormir um pouco, antes, porém quero prestar esta singela homenagem a todos os pais, hoje sabemos como os nossos pais ficavam quando éramos nós, aqueles que lhes tiravam o sono. No meu caso a minha mãe.

Mãe, eu te amo, feliz dia dos pais.

Esta coisa que é alguém…

2009 julho 12
por ldmrh

Coisa! Interessante como uma pequena palavra pode ter diferente grau de importância. Coisa! Interessante como uma palavra pequena pode significar muito, mas também pode não ter significado nenhum. Paradoxal. Interessante como alguém pode ser uma coisa ou pode ser uma coisa nenhuma simplesmente. Interessante.

Você já parou para pensar que coisa você desejaria ser para outro alguém? Coisa ou coisa? Será que alguém já quis que você fosse uma coisa na vida dela, ou quer? Você, já foi a coisa mais importante na vida de alguém? É? Você já sentiu a importância de ser uma coisa na vida deste alguém? E você, alguém já foi uma coisa importante em sua vida, ou é?

A palavra de fato pouco importa. O que importa, é o sentido que ela dá entre você e outro alguém. Deixa de ser simplesmente uma coisa para ser a coisa mais importante.

Ridículo, não? Simples, redundante.

Também concordo, mas sinceramente, não é o que todo mundo almeja? Ser a coisa mais importante na vida de outro alguém? Não é por isto e para isto que vivemos? Não é o que perseguimos? Inconscientes, inclusive?

Tom Jobim musicou uma sentença: “… é impossível ser feliz sozinho…”, talvez até alguns discordem, mas serão poucos. Procuramos fazer com que esta coisa, que é o outro, dê um significado a nossa vida e também sermos uma coisa significativa na vida deste outro alguém.

Esta coisa que dará sentido ao dia seguinte, que trará cor, que fará o sorriso mais aberto, que dará levitude ao nosso ser. A coisa que fará de um dia cinzento pano de fundo para belas lembranças e não o motivo de tristezas sem fim.

O que todos queremos, profundamente, é sermos a coisa mais importante na vida de alguém e termos em nossa vida a coisa mais importante que será este alguém. Talvez seja esta a razão da existência.

Não é simples assim. Não é.

Mais música boa…

2009 julho 9
por ldmrh

Envolvido em outros projetos e consequentemente sem tempo para escrever, ainda assim tento manter uma regularidade neste blogue. Hoje, vos trago (isto remete a beberagem) uma banda irlandesa chamada The Corrs.

A banda foi criada nos anos 90. Composta por quatro irmãos, naturais do norte da Irlanda. Nascidos e criados em Dundalk. A banda é reconhecida mundialmente pelas suas características marcantes, apesar de fazer uma mistura de gêneros. Em suas interpretações o som, ambientado no folclore celta, remete a belas melodias fazendo assim mais sucesso na Europa, Austrália e Estados Unidos.

Particularmente gosto de música folclória irlandesa e a banda se apropria muito desta particularidade como poderão perceber em algumas de suas interpretações. No link acima poderão descobrir mais sobre esta família e espero que gostem. Aqui, poderão ouvir um clássico do Jimi Hendrix com uma roupagem diferente, música é isto.