Esta coisa que é alguém…

2009 Julho 12
by ldmrh

Coisa! Interessante como uma pequena palavra pode ter diferente grau de importância. Coisa! Interessante como uma palavra pequena pode significar muito, mas também pode não ter significado nenhum. Paradoxal. Interessante como alguém pode ser uma coisa ou pode ser uma coisa nenhuma simplesmente. Interessante.

Você já parou para pensar que coisa você desejaria ser para outro alguém? Coisa ou coisa? Será que alguém já quis que você fosse uma coisa na vida dela, ou quer? Você, já foi a coisa mais importante na vida de alguém? É? Você já sentiu a importância de ser uma coisa na vida deste alguém? E você, alguém já foi uma coisa importante em sua vida, ou é?

A palavra de fato pouco importa. O que importa, é o sentido que ela dá entre você e outro alguém. Deixa de ser simplesmente uma coisa para ser a coisa mais importante.

Ridículo, não? Simples, redundante.

Também concordo, mas sinceramente, não é o que todo mundo almeja? Ser a coisa mais importante na vida de outro alguém? Não é por isto e para isto que vivemos? Não é o que perseguimos? Inconscientes, inclusive?

Tom Jobim musicou uma sentença: “… é impossível ser feliz sozinho…”, talvez até alguns discordem, mas serão poucos. Procuramos fazer com que esta coisa, que é o outro, dê um significado a nossa vida e também sermos uma coisa significativa na vida deste outro alguém.

Esta coisa que dará sentido ao dia seguinte, que trará cor, que fará o sorriso mais aberto, que dará levitude ao nosso ser. A coisa que fará de um dia cinzento pano de fundo para belas lembranças e não o motivo de tristezas sem fim.

O que todos queremos, profundamente, é sermos a coisa mais importante na vida de alguém e termos em nossa vida a coisa mais importante que será este alguém. Talvez seja esta a razão da existência.

Não é simples assim. Não é.

Mais música boa…

2009 Julho 9
by ldmrh

Envolvido em outros projetos e consequentemente sem tempo para escrever, ainda assim tento manter uma regularidade neste blogue. Hoje, vos trago (isto remete a beberagem) uma banda irlandesa chamada The Corrs.

A banda foi criada nos anos 90. Composta por quatro irmãos, naturais do norte da Irlanda. Nascidos e criados em Dundalk. A banda é reconhecida mundialmente pelas suas características marcantes, apesar de fazer uma mistura de gêneros. Em suas interpretações o som, ambientado no folclore celta, remete a belas melodias fazendo assim mais sucesso na Europa, Austrália e Estados Unidos.

Particularmente gosto de música folclória irlandesa e a banda se apropria muito desta particularidade como poderão perceber em algumas de suas interpretações. No link acima poderão descobrir mais sobre esta família e espero que gostem. Aqui, poderão ouvir um clássico do Jimi Hendrix com uma roupagem diferente, música é isto.

Música serve pra isto…

2009 Junho 28
by ldmrh

Coisas boas devem ser compartilhadas, sempre. Já postei algumas vezes, temas relacionados com música, porque entendo e acredito que muitos pensam de maneira semelhante. Todos sabem que a música derruba fronteiras. Une. Mais do que isto, pode transformar e formar sentimentos. Pessoas têm usado a música para chamar atenção do mundo sobre problemas sociais. A música tem o poder de aglutinar etnias, culturas, diferentes regiões. A música não se importa com política, mas faz política, a música é isto. Encanta, emociona, faz as diferenças se dissiparem. Não repara em idiomas, não se importa com diferenças sociais. A música arrebata, enternece, extraí de nós o nosso melhor sentimento.

Há um projeto chamado Playing for change, que procura, através da música, fazer exatamente isto, reunir sob o mesmo apelo, povos diferentes, diferentes culturas, mas que entendem que a música transcende suas fronteiras. Aqui postei este vídeo, mas recomendo que olhem os demais no link acima. Bom domingo e uma excelente semana. I sing.

Hai Kai??? – by me

2009 Junho 23
by ldmrh

Agora é tarde,
Com palavras sujas
Maculei o papel.

Sempre tem algo diferente…

2009 Junho 21
by ldmrh

Este é, oficialmente, o primeiro domingo de inverno (que mais parece verão). É que tivemos dias muito frios no início do mês, aqui no sul. Bem, como tudo anda um tanto sem lógica e até porque a lógica às vezes pode ser subvertida, sob pena de tornar-se maçante, descobrir coisas novas pode ser interessante. Perdoem o trocadalho do carilho.

Vai daí que por estes “cliquem aqui” nos muitos sites que eu me aventuro descobri esta jovem chamada Julia Nunes. Não há muito que dizer sobre ela. Seu sucesso deve-se em parte ao Youtube, pelos vídeos criativos, bem humorados (vi vários madrugada passada) e…. e vejam vocês mesmos e tirem suas próprias conclusões. Eu? Bem, eu gosto dos Beatles.

Bom domingo!

Das considerações…

2009 Junho 19
by ldmrh

19/06 – 01:43 h, eu ia dormir agora, mas resolvi dar uma olhada no blog. Queria ver como ficaram as alterações que fizera durante o dia. Percebi uma coisa que não me havia me dado conta até então. Houve uma movimentação no número de visitantes. Isto deu-me o que pensar.

Na realidade incomodou um pouco. Coloquei-me no lugar daqueles que entraram ontem certamente pensando que iriam encontrar algo novo postado. Perdoem-me. Quis dar uma renovada no layout e acresci um link para um abaixo assinado – que espero que seja do interesse de todos e, também, que se manifestem contra mais um político completamente sem noção, que grassam nesta terra inzoneira.

Também quero agradecer-lhes (anonimamente, pois anônimas são as suas visitas), o interesse por este pseudo escriba. Obrigado pelo carinho velado e voltem sempre (pretensão é o meu nome).

Como não poderia deixar de agradecer-lhes, sem um afago, selecionei uma pequena pérola da MPB para se deleitarem, com vocês toda a genialidade do excelente Guinga e a bela voz de Mateus Sartori.

A pessoa é para o que nasce…

2009 Maio 19
by ldmrh

O título (que me apropriei) é, também, de um documentário (Brasil, 2005 – 89 minutos, Europa filmes) sobre três irmãs cegas de nascença, que ganham a vida tocando ganzá e pedindo esmolas em Campina Grande (PB). Sobre o documentário (muito interessante), acessem o site, leiam e de quebra façam download de parte da trilha sonora (excelente) e, se possível, vejam o filme. Na tevê paga passa no canal Brasil. Feita a propaganda (não, não ganho jabá), vamos ao que interessa.

Além de título deste texto e do documentário citado, a expressão: “a pessoa é para o que nasce”, é um dito popular. Muito usado no interior do país, bem como muitas outras expressões de domínio público. Chamam a isto “sabedoria popular” e a princípio quase todos tem fundamento. Impressionam pela sua simplicidade e justeza. Há quase um dito popular para quase todas às situações que se conhecem. Este, no entanto, deu-me o que pensar, e vou ater-me a ele, para discorrer neste texto.

Ao se ouvir o dito acima, tem-se de imediato, como verdade – naturalmente para aqueles que costumam utilizá-la – que o destino do “vivente” já está traçado. Ou seja, não adianta “espernear” que a referida criatura vai ser ou servir para aquilo ao qual está pré-destinada. Bem, isto lá no interior, onde as coisas são mais simples e para tudo há uma lógica, já nas grandes cidades isto não vale como regra.

Vivemos, na cidade grande, diferentemente dos nossos irmãos interioranos. Ansiamos por uma vida diferente. Buscamos intensamente maneiras de fugir do nosso já traçado destino, e quase sempre fracassamos. Fico pensando o quanto nos desviamos do caminho da tão procurada felicidade, apenas por não deixar que as coisas simplesmente aconteçam. Nossas preocupações com sobrevivência, subsistência, convivência, nos projetam a procurar pelo sucesso, e esquecemos o básico, o melhor que a vida pode nos dar que é a felicidade plena. Difícil conciliar.

Costumamos complicar tudo. Se valêssemos do escrito, muito provavelmente a vida seria bem menos estressante. Vivemos percorrendo e perseguindo caminhos que não nos realizam (a grande maioria, a bem da verdade), apenas porque precisamos satisfazer os anseios daqueles que nos são próximos e que de nós esperam a redenção, ou quase. Ou seja, boa parte, dos seres humanos, não se realiza com aquilo que faz. Não tem o trabalho que deseja, não tem a cumplicidade que almeja, não encontra mais o seu par perfeito, o encanto pela vida. Costuma se achar estranho e, cercado de pessoas próximas e diversas, geralmente se encontra e está só. Há uma infinidade de blogs intimistas de gente que é solitária e que divide conosco seus mais íntimos segredos, sob o manto do anonimato.

Grande parte, do que somos nos é incutido na tenra infância. Meninas são criadas para casar, constituir família, mães, dona de casa, etc. Meninos têm que prover este sistema, seja procriando, sustentando e amealhando espécie para garantir o futuro da prole. Tem sido assim e é assim em grande parte desta imensa terra brasilis. E isto gera um imenso conflito, e sem que nos demos por conta, acabamos deprimidos. Frustrados.

É muito provável que muitas pessoas que tenham acesso a este texto possam discordar do meu raciocínio, mas é sobre justamente aqueles que não podem acessá-lo é que recaí este estigma. É notório que os valores estão mudando a cada nova geração. Mas é uma parcela ínfima ainda, a maioria é desprovida de conhecimento, cultura, são eternos dependentes do sistema.

As pessoas se adaptam para buscar aquilo que lhes dá maior prazer. “A pessoa é para o que nasce” pode ter outra conotação diferente daquela que a sentencia, ou seja, contrariando os profetas de todos os confins, que insistem em determinar aquilo que seremos, basta que se comece a aspirar algo mais do que o traçado e viver de fato para aquilo para o qual deveríamos ter nascido, que é a busca pela paz e pela felicidade. Eu, vivo tentando… quem sabe um dia.

A propósito, aqui vai uma faixa da trilha sonora, espero que apreciem.

Para um domingo de sol

2009 Maio 17
by ldmrh

A música é Alma Nua, de autoria de Ana Lívia. Mais a respeito da autora e sua obra no endereço: http://www.musicexpress.com.br/Artista.asp?Artista=69#musica=Alma%20Nua

 

Porque eu gosto de música…

2009 Maio 16
by ldmrh

Ouvi esta música pela primeira vez no seriado House (15/05). Ela foi colocada como trilha sonora, no funeral do personagem que saiu da série, bem apropriada. Espero que gostem.

Não poderia ser assim?

2009 Maio 14
by ldmrh

Na quinta-feira, 30 de Abril, a T-Mobile, mais uma vez surpreendeu a multidão num famoso marco de Londres. Desta vez foi Trafalgar Square onde eles reuniram centenas de pessoas para cantar clássicos dos Beatles, aqui “Hei Jude”.

Sob a magia da música o ser humano mostra o seu lado melhor, uma pena que isto tenha que ser orquestrado por uma multinacional. Fossemos assim naturalmente o mundo seria definitivamente um lugar melhor de se viver.